segunda-feira, 25 de março de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013


                      Prefeito Valério disse que água poderá voltar até às 20h de sexta-feira

PERIGO
Curiosos continuam chegando até a ponte da Itinga para ver a verdadeira situação do local.
Faltou isolar o local para evitar acidentes e claro, faltou como sempre uma análise de percepção de risco, algo extremamente comum para membros da Defesa Civil.
 A reportagem do Portal Vittrinne voltou na noite desta quinta-feira (21), na ponte da Itinga onde fizemos  imagens da canalização rompida e caída nas águas do Rio Tijucas.
 Em conversa por telefone com o prefeito de Tijucas, Valério Tomazi, nesta noite, tivemos a informação de que na manhã de sexta-feira (22), os trabalhos serão iniciados para restabelecer o abastecimento de água para a cidade de Tijucas.
 Tomazi disse que existe a possibilidade de ancorar uma das pontas da adutora na nova estrutura da ponte para que o serviço seja realizado e assim poder reabastecer a cidade com água potável até às 20h de sexta-feira.
 Quando questionado se a estrutura da nova ponte suportaria o peso e pressão exercida pela água no duto, o prefeito disse que não existe nenhum problema em usar aquele espaço e a estrutura já tem condições de ser usada para suportar a adutora.
(Vittrinne)

terça-feira, 19 de março de 2013


Fechamento do Hospital São José e Maternidade são anunciados
TIJUCAS
Atualizado às 08h06min

Foto: Reprodução Google
Mal-estar, acidente ou doente? A bolsa estourou? Mantenha a calma, o hospital e a maternidade estão logo ali. É esse sentimento de tranquilidade do tijuquense em caso de qualquer enfermidade imprevista ou emergência prognosticada. Desde 1942, quando se abriu pela primeira vez, o Hospital São José e Maternidade Chiquinha Gallotti são a garantia de que a população não está desamparada. Mas agora a bonança quer dar vez à tempestade. As dificuldades de gestão transpassaram os limites do suportável e as soluções parecem muito distantes. O quinto dia de abril é a data, estabelecida e anunciada, do encerramento de todos os atendimentos no local.
É a Irmã Enedina Sacheti, presidente da Sociedade Divina Providência, entidade filantrópica que administra o hospital e a maternidade de Tijucas há 71 anos, quem diz que os valores defasados do SUS (Sistema Único de Saúde) e a dificuldade em encontrar médicos que aceitem trabalhar nas bases dessa tabela são os principais empecilhos para a continuidade do serviço. “Atualmente gastamos com o serviço médico, em especial a emergência e a maternidade, o valor mensal de R$ 93.402,50. No passado esse custo não existia, porque a tabela de remuneração do SUS era mais adequada à realidade”, explica.
Situação financeira é o real motivo

Um relatório de receitas e despesas do Hospital São José e Maternidade Chiquinha Gallotti, enviado à Câmara Municipal de Tijucas pela Sociedade Divina Providência, revela que a crise financeira do complexo é de muito difícil solução.
De acordo com a programação de março, as receitas do hospital preveem entrada de R$ 25.747,00 enquanto as despesas chegam a R$ 111.858,00, traduzindo um prejuízo de R$ 86.111,00. A maternidade, não diferentemente, também é deficitária; as perdas chegam a R$ 32.973,00 neste mês.
 
Até dezembro de 2012 o município manteve um convênio com o hospital e a maternidade. Na vigência do acordo, R$ 56.000,00 eram repassados mensalmente à administração do complexo. De acordo com a Diretoria de Comunicação e Integração Social da prefeitura de Tijucas, que enviou comunicado especial à imprensa, o contrato não foi mantido por opção da própria entidade.
As partes não se manifestam publicamente sobre o assunto, mas uma fonte que conhece o enredo das negociações garante que a Divina Providência teria solicitado o aumento do repasse a partir deste ano e a prefeitura, por sua vez, pedido que fosse considerada a proposta de redução do valor vigorante quase pela metade. Longe de um acordo, a entidade administradora decidiu cancelar o convênio. E o município, que legalmente não tem qualquer obrigação com o hospital e maternidade, lavou as mãos.

Políticos locais e regionais tomam a dianteira
A partir do anúncio do fechamento do Hospital São José e Maternidade Chiquinha Gallotti, uma grande movimentação é vista na cidade e região. A classe política, como não haveria de ser diferente, tem tomado a frente do problema.
O vereador Eder Muraro (DEM) foi o primeiro a levantar a questão na Câmara. Agora, ciente da difícil situação, quer promover uma manifestação pacífica e chamar a população, autoridades e representantes da sociedade para participar de uma possível resolução. O presidente do Poder Legislativo de Tijucas, vereador Luiz Rogério da Silva (PMDB), tem reunião marcada com a presidente da Sociedade Divina Providência para esta sexta-feira.
Ontem, segunda-feira (18), em visita à região, o deputado estadual Serafim Venzon (PSDB), que é médico, fez um primeiro contato com a administração do hospital e maternidade. Com ele estava o secretário regional Jones Bosio, da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) de Brusque. Para o parlamentar, o caso tem solução.
Nas redes sociais e nas tribunas públicas outros vereadores vêm chamando a atenção para o problema e promovendo debates com os munícipes na tentativa de levantar idéias para a manutenção do serviço. Uma delas, ainda em fase de análise, é uma contribuição espontânea da população a ser mensalmente debitada nas faturas de luz ou água.